segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Ritual da Ceia de Natal

O objetivo é uma reflexão, nada de taxar quem quer que seja.

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*Porque o Ritual da Ceia de Natal à Meia Noite?*

 Porque é um ritual de culto à deusa lua, a
Lua Negra.
E porque ela é lua negra?
Eva se tornou em Lílith a lua negra que foi endeusada pela serpente.
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 1) Dia 24 ceia a meia noite adoração a deusa-lua ☾.
Semíramis (Astarote) Juízes 2:13, 1 Reis 11:5

 2) Dia 25 ceia do meio dia adoração ao deus-sol ★.
 Tamuz (Baal). Ezequiel 8:14 e 16, 2 Reis 10:19

 Na antiguidade caldaica, 25 de Dezembro era o dia da criança, o dia do nascimento de Tamuz, (deus sol, Ez. 8:15 e 16).
 A noite anterior até a meia-noite era a “mãe lua”.

Em honra a Semíramis que hoje é véspera de Natal
 Sol ★ e lua negra☾se juntaram e se tornaram em ☪ .
Por isso existe a tradição da ceia de Natal à meia noite à deusa lua negra.
 e ao meio dia seguinte ao deus-sol Ninrode ou Tamuz.
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 Porque se comemora dia 25 de dezembro?
 Constantino e a influência do maniqueísmo (que identificava o Filho de Deus com o sol) levaram aqueles pagãos do século 4° a adaptarem a sua festa do dia 25 de dezembro (dia do nascimento do deus sol), dando-lhe o título de dia do natal do “filho de deus”.
O dia solístico é um culto ao deus sol Tamuz.

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[25/12 14:53] ‪+55 11 98518-0816‬: Parte 2

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*Entenda bem como tudo começou:*

 Cuxe, filho de Cam e neto de Noé teve um caso extraconjugal com uma prostituta chamada Semíramis e gerou a Ninrode.
 Ninrode, por ser um filho bastardo era tão perverso que teve um caso incestuoso com sua própria mãe, Semíramis. A rainha de Babilônia, Semíramis, engravidou e disse ao mundo ser virgem.
 Pouco tempo depois que ele morre em combate, sua mãe Semíramis descobre que está grávida do seu próprio filho.
 Mas isso não é possível, afinal seu filho-marido está morto.
 Para evitar confusões, ela diz que ele não morreu, apenas voltou para seu lugar de origem.

 Ela mente novamente para encobrir seu adultério, dizendo que o espírito de Ninrode, era o “espírito de deus” e a engravidou.
 Semíramis chama seu filho de Tamuz, e para continuar o engano, ela diz que ele é o próprio Ninrode no seu ventre e que ele era o "filho de deus" reencarnado.
 Para continuar o engano, ela diz que ele é o próprio Ninrode que reencarnou no seu ventre.

 Daí surge à primeira ideia reencarnacionista, a teoria da reencarnação.

COM  MORTE DE SEU FILHO ELA FICOU DE LUTO E SE TORNOU EM LUA NEGRA.

 Semíramis chama seu filho de Tamuz o deus sol mencionado em Ezequiel 8.14-18.
 Em cada religião e culturas do mundo assumem nomes diferentes.

 (Tamuz é mencionado na Bíblia em Ezequiel 8.14-18.)
 Por gerações neste culto idólatra, em Israel,

 Semíramis é Astarote e Tamuz é Baal, deuses adorados por Jezabel. Por meio de suas artimanhas e de sua astúcia, Semíramis converteu-se na “rainha dos Céus” dos babilônicos, e Ninrode fundador da torre de Babel e que era neto de Noé, converteu-se no “divino filho do céu”.
Para os assírios ela é Semíramis e Ninrode é Tamuz
 Para os hebreus ela é Astarote e Ninrode é Baal
 Para os egípcios ela é Isis e Ninrode é Osíris ou Hórus

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[25/12 14:53] ‪+55 11 98518-0816‬: Parte 3

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Após a queda do Império da Grécia, chega a vez do IMPÉRIO EGÍPCIO, e os deuses do EGITO são agora somados aos deuses Persas, deuses Babilônicos e deuses Gregos os quais são todos os mesmos deuses, só que com outros nomes, agora chamados de:
- Osíris para NINRODE;
 - HORUS para TAMUZ; e
 - ISIS para SEMIRAMIS.
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Nesse falso sistema babilônico, “a mãe e a criança” ou a “virgem e o menino” (isto é, Semíramis e Ninrode revivido) transformaram-se em objetos principais de adoração.

 *O PINHEIRO DE NATAL É UMA* *ADORAÇÃO À ASERA*
*UMA DEUSA EM FORMA DE ÁRVORE*

 Esta veneração da “virgem e o menino” espalhou-se pelo mundo afora em nossos dias.
 Em parte nenhuma das Escrituras é mencionado qualquer culto a Maria.
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 Esta se tornou a Trindade Profana:
 Ninrode, pai; Semíramis, mãe e Tamuz, o filho.

 Após a destruição se Babel, o povo de Ninrode começou a migrar pelo mundo, conquistando outros povos e ensinando-lhes suas crenças pagãs.
 Da Babilônia, eles vão para a Pérsia. Agora Ninrode, Semíramis e Tamuz, é uma trindade, que era representada da mesma forma que a Egípcia.

 Essa visão é concebida desde os primórdios na cultura Greco-romana, de Isis mãe de Ninrode fundador da Torre de Babel ilustração com as serpentes em espiral que coloca a mulher como senhora “mãe de deus”.
Se assim fosse, ela seria criadora de tudo o que há no céu e na terra.
 Isso é inconcebível de pensar.

*E Mitologia da Trindade é:*
 *Pai (Deus), Filho (Jesus) e o Espírito Santo*

 Fica mais fácil ver o engano católico e perceber o disfarce demoníaco. Hoje, a trindade profana está disfarçada assim:

 A Igreja católica romana é uma visão é concebida desde os primórdios na cultura Greco-romana, de Semíramis mãe de Ninrode

 Na visão católica romana diz que Deus tem uma mãe e que nasceu antes dele e o criou: ”santa Maria mãe de deus”.
A visão que coloca a mulher como senhora “mãe de deus”.

As biografias dos deuses mitológicos e deusas estão todos interligados a uma só deusa e um só deus satânicos.

 Quando os templos de Isis (Semíramis) foram transformados em igrejas cristãs, Isis com seu bebê

 Hórus no colo foi transformada na Virgem Maria com o menino Jesus.
 As mitologias gregas, romanas e africanas apresentam deuses e deusas e que no Brasil fundiram-se por causa da mistura de raças formando um sincretismo religioso.

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[25/12 14:54] ‪+55 11 98518-0816‬: Parte 4

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Na visão mitológica matriarcal, o filho era sempre a figura infantil e impotente nos braços da imagem da mãe toda poderosa protegendo o seu filho do mal.
Semíramis figura como rainha dos céus *(Isaias 47:4-15)* com seu filho Tamuz nos braços.

 É vista como mãe de deus e deusa mãe.
 Porém, para os católicos Jesus só aparece nas duas fases da sua vida:
 1 – Quando era bebê (para exaltar Maria como deusa mãe);
 2 – Quando estava morto na cruz para demonstrar o sofrimento de Maria (“senhora das Dores”) ...e não o sofrimento de Jesus.
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[25/12 14:54] ‪+55 11 98518-0816‬: Parte 5
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*PINHEIRO DE NATAL*

 É um símbolo Pagão de bruxaria. A Bíblia inicia falando em árvore e termina falando em árvore...
 Essa prática religiosa de se levar um pinheiro para dentro da casa e enfeitá-la, ela já era acompanhada nessa mesma época pela troca de presentes, porque as mulheres sacerdotisas e amigas de Semíramis, diz a história que elas jejuaram e choraram durante 40 dias e 40 noites aos pés daquele pinheiro.
 E no final desse período, elas agradeciam uma as outras, fazendo trocas de presentes, que eram depositados aos pés desse pinheiro.
 Daí também surge o hábito de se trocar presente no natal.
 Semíramis ordenou que as árvores fossem decoradas com bolinhas que representassem o sol.

 Certa vez, o então já garoto TAMUZ “deus sol”, Diz à lenda que seu corpo foi esquartejado e os pedaços enviados para diferentes partes.
Então, sua mãe ordenou uma busca pelos pedaços para recompor o corpo do filho.
 E naquele tronco podre, onde o garoto caiu morto em cima, ela inventou outra estória, dizendo que nasceu um pinheiro, esse pinheiro passou a ser a própria referência simbólica do renascimento de TAMUZ no mundo.
 Esta busca demorou quarenta dias, ao final dos quais ela se coloca sobre o corpo do morto e o faz ressuscitar.
 Então, mais tarde foi instituído o uso do pinheiro na comemoração do nascimento de Tamuz, o qual era um símbolo de ressurreição.
 E em toda a data de aniversário de TAMUZ no dia 25/12, era como pegar um pinheiro e levar para dentro de suas casas e enfeitá-lo, como símbolo do renascimento de TAMUZ. Uma prática que até hoje se traduz na “árvore de natal”.

Diz-se que os adoradores do deus sol ofereciam sacrifícios humanos – os corpos de pessoas que não estavam em harmonia com sua religião. Essas eram degoladas, e suas cabeças eram penduradas no pinheiro da festa em honra a Tamuz.

 Essa arvore está descrita no livro de *Isaías 44:12 a 19*, ela representa o deus Tamuz ou Baco o deus do vinho que foi instituído deus quando Noé plantou uma vinha e se embriagou.

 O filho de Semíramis mandava que sacerdotisas chorassem 40 dias aos pés dessa árvore e depois as enfeitava e depois tinha uma festa chamada de bacanal em honra a Baco dia 25 de dezembro.

 *"Levou-me à porta da entrada do Templo, que está na banda do norte, e eis que as mulheres assentadas chorando por Tamuz. Disse-me: Vês isso, filho do homem? Verás ainda abominações maiores do que estas. Levou-me para o Átrio de dentro do Templo, e eis que estavam à entrada do Templo, entre o pórtico e o Altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o Templo, e com os rostos para o Oriente; adoravam o sol"*
 (Ezequiel. 6:14-15)


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[25/12 14:54] ‪+55 11 98518-0816‬: Parte 6
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*Qual a origem do "Bacanal"?*

 Os bacanais eram festas realizadas em honra ao deus romano Baco, chamado de Dionísio pelos gregos.
Era o deus do vinho e dos prazeres.

As festas eram, muitas vezes, orgias.
As BACANTES, consideradas sacerdotisas do deus, dançavam desenfreadamente vestidas com peles de leão.
Por isso, a palavra bacanal permaneceu como sinónimo de reuniões em que há orgias, sexo e danças.
No início, apenas mulheres eram admitidas na festividade, mas com o tempo deu-se permissão para os homens participarem também.

A festa dedicada a Baco, com banquetes, procissão e cânticos.
A Festa ao Baco, chamada BACANAL realizada em 25/12, com grandes orgias sexuais (homem com homem, mulheres com mulheres, até crianças) tudo é normal.

 Nesta festa as SACERDOTIZAS DE BACO costumam ingerir o sêmen de vários homens ao mesmo tempo colocados numa taça, isso é um ritual, e essas coisas terríveis, horrendas, é o natal comemorado...

 Baco (Dioniso) o deus do vinho, da comida das festas e do luxo.
 Filho de Sêmele (Semíramis) com Júpiter (Ninrode) na mitologia grega, ele era a mesma coisa que Pã.
Por isso na Festa Natalina é regada a muito vinho um culto ao deus BACO, deus do vinho você está participando de um BACANAL.

A Árvore de natal enfeitada é cultuada pelos adoradores de NINRODE simboliza os OBELISCOS, em reverência a TAMUZ o filho de NINRODE

 Significa o ÓRGÃO SEXUAL MASCULINO ERETO NA POSIÇÃO DE ATAQUE.
 Até na Praça São Pedro (da Sé) em Roma tem o Obelisco.

 Em algumas culturas o Obelisco significa o deus BACO e a festa de TAMUZ que sempre aconteceu no dia do seu aniversário.
BACO, o deus da bebida segurando um bastão que tem uma pinha na ponta.
 Os pagãos gostam de beber prodigamente e se deleitam em suas bebedeiras.
 Portanto, não devemos ficar surpresos ao saber que Baco é celebrado como se estivesse desejando a vida eterna, ao mesmo tempo em que se embriaga.
Você já observou que a Igreja Católica Romana enfrenta o problema do alcoolismo entre seu clero e seus fiéis?
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[25/12 14:54] ‪+55 11 98518-0816‬: Parte 7
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*A Pinha Fruto do Pinheiro*

 Para os pagãos, a pinha é reverenciada porque é o fruto produzido pelo pinheiro é a Semente da multiplicação do pecado simboliza a vida eterna e representando o poder da regeneração da iniquidade.
 Porque Deus proibiu o homem comer da árvore da vida e viver para sempre em pecado, o diabo ofereceu outra alternativa na pinha.
 O uso generalizado da pinha nos grupos pagãos antigos mostram como ela também foi adotada no catolicismo romano.
 Algo interessante que a pinha estava intimamente associada com essa religião em particular, cuja ênfase estava na predição do futuro, nas orgias sexuais e em adivinhar a sorte.
Em uma gravura aparece um deus Asteca segurando uma pinha e um pinheirinho, símbolos do renascimento e do sol no bastão com uma pinha na ponta, é um símbolo do deus-sol Osíris
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 *Hórus o deus do sexo:*
 Tinha cabeça de falcão, uma ave de rapina e os olhos representavam o sol e a lua.
 Hórus ou Baal que é um deus egípcio, uma espécie de "homem pássaro", representado como o deus do sexo como uma ave de rapina rouba as sementes, o sêmen dos homens na masturbação e também através dos sonhos noturnos para fertilizar mulheres para oferecer os bebês para satanás em sacrifício.

Assim ele é o demônio Súcubos.
 Sempre usando as duas coroas de rei do Alto e Baixo Egito.
É filho de Osíris (Ninrode ou Baal) e Isis (Semíramis ou Astarote).
 Com o nome de "Hórus do horizonte", assume uma a forma do sol.
 Ele é o deus maçônico, do olho que tudo vê, dos Iluminates (iluministas) que estão preparando a Nova Ordem Mundial com o pressuposto de “moralizar” a política e dar ao anticristo o poder do mundo. Mas declarando os homens independentes de Deus.
 É intensão do Antiyeshua, que haja uma desorganização mundial para que ele possa dar inicio à Nova Ordem Mundial com a desculpa de moralizar e organizar o mundo, e dar a ele poder governar por sete anos, conforme está no livro de *Daniel cap. 9*.

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terça-feira, 31 de outubro de 2017

As 95 Teses de Lutero.

Debate para o esclarecimento do valor das indulgências

pelo Dr. Martin Luther, 1517
Por amor à verdade e no empenho de elucidá-la, discutir-se-á o seguinte em
Wittenberg, sob a presidência do reverendo padre Martinho Lutero, mestre de Artes e de Santa Teologia e professor catedrático desta última, naquela localidade. Por esta razão, ele solicita que os que não puderem estar presentes e debater conosco oralmente o façam por escrito, mesmo que ausentes. Em nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.


1 Ao dizer: "Fazei penitência", etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.
2 Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).
3 No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula, se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.
4 Por conseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.
5 O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.
6 O papa não pode remitir culpa alguma senão declarando e confirmando que ela foi perdoada por Deus, ou, sem dúvida, remitindo-a nos casos reservados para si; se estes forem desprezados, a culpa permanecerá por inteiro.
7 Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.
8 Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.
9 Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.
10 Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.
11 Essa erva daninha de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.
12 Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.
13 Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.
14 Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais, quanto menor for o amor.
15 Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.
16 Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.
17 Parece desnecessário, para as almas no purgatório, que o horror diminua na medida em que cresce o amor.
18 Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontram fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.
19 Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza.
20 Portanto, sob remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.
21 Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.
22 Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.
23 Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.
24 Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.
25 O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.
26 O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.
27 Pregam doutrina humana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].
28 Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, podem aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.
29 E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas? Dizem que este não foi o caso com S. Severino e S. Pascoal.
30 Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.
31 Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.
32 Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.
33 Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Deus.
34 Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.
35 Não pregam cristãmente os que ensinam não ser necessária a contrição àqueles que querem resgatar ou adquirir breves confessionais.
36 Qualquer cristão verdadeiramente arrependido tem direito à remissão pela de pena e culpa, mesmo sem carta de indulgência.
37 Qualquer cristão verdadeiro, seja vivo, seja morto, tem participação em todos os bens de Cristo e da Igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem carta de indulgência.
38 Mesmo assim, a remissão e participação do papa de forma alguma devem ser desprezadas, porque (como disse) constituem declaração do perdão divino.
39 Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar perante o povo ao mesmo tempo, a liberdade das indulgências e a verdadeira contrição.
40 A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, pelo menos dando ocasião para tanto.
41 Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.
42 Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.
43 Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.
44 Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.
45 Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.
46 Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.
47 Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.
48 Deve-se ensinar aos cristãos que, ao conceder indulgências, o papa, assim como mais necessita, da mesma forma mais deseja uma oração devota a seu favor do que o dinheiro que se está pronto a pagar.
49 Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.
50 Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
51 Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto - como é seu dever - a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extraem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.
52 Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.
53 São inimigos de Cristo e do papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.
54 Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.
55 A atitude do papa é necessariamente esta: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.
56 Os tesouros da Igreja, dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.
57 É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.
58 Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.
59 S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.
60 É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que lhe foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem este tesouro.
61 Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos, o poder do papa por si só é suficiente.
62 O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
63 Este tesouro, entretanto, é o mais odiado, e com razão, porque faz com que os primeiros sejam os últimos.
64 Em contrapartida, o tesouro das indulgências é o mais benquisto, e com razão, pois faz dos últimos os primeiros.
65 Por esta razão, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.
66 Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.
67 As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tal, na medida em que dão boa renda.
68 Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade na cruz.
69 Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.
70 Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbido pelo papa.
71 Seja excomungado e maldito quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.
72 Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.
73 Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,
74 muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram defraudar a santa caridade e verdade.
75 A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes ao ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.
76 Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados veniais no que se refere à sua culpa.
77 A afirmação de que nem mesmo S. Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o papa.
78 Afirmamos, ao contrário, que também este, assim como qualquer papa, tem graças maiores, quais sejam, o Evangelho, os poderes, os dons de curar, etc., como está escrito em 1 Co 12.
79 É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insignemente erguida, equivale à cruz de Cristo.
80 Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes conversas sejam difundidas entre o povo.
81 Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil, nem para os homens doutos, defender a dignidade do papa contra calúnias ou perguntas, sem dúvida argutas, dos leigos.
82 Por exemplo: por que o papa não evacua o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas - o que seria a mais justa de todas as causas -, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica - que é uma causa tão insignificante?
83 Do mesmo modo: por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?
84 Do mesmo modo: que nova piedade de Deus e do papa é essa: por causa do dinheiro, permitem ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, porém não a redimem por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta, por amor gratuito?
85 Do mesmo modo: por que os cânones penitenciais - de fato e por desuso já há muito revogados e mortos - ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?
86 Do mesmo modo: por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos mais ricos Crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?
87 Do mesmo modo: o que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à remissão e participação plenária?
88 Do mesmo modo: que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações 100 vezes ao dia a qualquer dos fiéis?
89 Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?
90 Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.
91 Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.
92 Fora, pois, com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo: "Paz, paz!" sem que haja paz!
93 Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo: "Cruz! Cruz!" sem que haja cruz!
94 Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno;
95 e, assim, a que confiem que entrarão no céu antes através de muitas tribulações do que pela segurança da paz.
1517 A.D.